sábado, 22 de outubro de 2011

CONTOS INACABADOS



Começo este texto informando que somente uma animação me fez chorar em toda a minha vida

Não que eu seja uma pedra sem emoções, porém as histórias normalmente tem cunho romântico e eu não sou do tipo que se emociona com alguns “Eu te amo” ou “Jamais irei te deixar”. Todavia, devo confessar que as histórias de amizades são o meu fraco. Não sei ao certo o porquê, mas quando alguém parte rumo a morte certa para salvar um amigo, ou quando os laços de amizade e companheirismo se mantêm firmes e fortes, mesmo diante das adversidades, isso me emociona.

Sou um idealista tolo, como quase todos os que me precederam. Quando assisto uma demonstração de amizade sincera isso mexe comigo, pois acabo por me colocar em ambas as posições, tanto proferindo mentalmente as promessas e juras de fidelidade, companheirismo e amizade sincera. Como também me posiciono na posição de quem escuta tais palavras e acredita que tal sentimento é verdadeiro e duradouro.

Por isso que um filme como “Toy Story 3” me deixa com um nó na garganta.

Assistir a saga daqueles que se mostraram amigos atenciosos e amorosos, em busca de atenção mesmo que uma última vez; vê-los desesperados pelo pensamento de serem rejeitados por aquele a quem foram tão fiéis; assistir a saga para permanecerem juntos mesmo quando tudo parecia estar acabado, isso me abala.
Nos acostumamos, a usar aqueles a nossa volta e por vezes, permitimos que nos usem por um determinado período, para depois seguir em frente usando e sendo usados novamente.

Assistir ao filme me fez relembrar várias passagens de minha vida, lugares que morei, lugares onde estudei, amigos que fiz. Amizades que acreditei que permaneceriam por muito tempo, mas por diversos motivos acabaram, vítimas da distância ou ausência.

Quem não tem a lembrança de um amigo de infância que por mais próximo que fosse, acabou se distanciando ou perdendo contato? Quem de nós não desejou por vezes “brincar” uma última vez com determinado amigo e não pôde? Quantas “aventuras” e histórias não foram deixadas sem um fim digno sem um motivo realmente importante para tal?

Fiquei imaginando se existe alguém de meu passado triste por não termos tido uma última conversa, uma última “brincadeira”, um último momento de conversa e diversão. Existem dezenas de pessoas que mesmo não falando a anos, ainda penso, ainda relembro. Como será que estão?

Por vezes ainda me pego como Buzz, Woody e companhia, desejando ter mais uma oportunidade de reviver o passado, de ter uma despedida, como em “Toy Story”.

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