segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O SILÊNCIO E EU



"E continuo com essa estranha relação com o silêncio. Como algo consegue ser tão simples, facilmente destruido, e ao mesmo tempo ser tão poderoso? Os sons, as músicas por vezes me aborrecem de tal forma que desejo o silêncio, esse parceiro, amigo de tantos momentos, aquele que nunca falhou comigo, porém perante o mesmo silêncio minha mente se desfaz em dezenas de diálogos com diversas pessoas e situações. Desabafos e brigas ocorrem, debates fervorosos surgem, mágoas retornam a vida como fantasmas impossíveis de serem esquecidos, mas ainda assim, de uma forma estranha, o silêncio me conforta. Com força desejo que o meu amigo que tanto me ensinou seja quebrado e destruido por uma voz, pela frase correta, tornando impensável ouvir qualquer outra coisa. Mas a voz não vem e o silêncio permanece. Inabalável. Inquebrantável. Implacável. Tão frágil.”

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